24. ARTUR DA TÁVOLA
ESCOLHENDO OS VERBOS
Sou eu que faço você sofrer?
Ou é você que sofre por minha causa?
Ou, ainda, é você que sofre por sua própria causa?
Chegar a essa pergunta (leva anos e anos)
é essencial na relação de amor.
A resposta demandará muito tempo, sofrimento,
e em cada caso será diferente.
Mas, se encontrada, melhorará qualquer relação
ou constatará o seu término.
Proponho, como exercício, uma atitude de troca.
Sim, troca de palavras.
Onde se lê sofrer, leia-se feliçar
(por que felicidade não tem verbo?).
A pergunta, então, ficaria assim:
“Sou eu que faço você feliz ou é você que
feliça (eu feliço, tu feliças...) por minha causa?
Curiosa e masoquista a vida.
O verbo sofrer é complicado.
Feliçar é simples,
Por que a gente prefere conjugar o sofrer?
(Artur da Távola)
-------- Recebi hoje este texto de uma amiga que eu respeito muito, Regina Coeli.
Escrito por luardemim2 às 22h16
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ARROZ DOCE...
Não se vive de memórias, tão somente, mas elas nos recheiam, e como!
Acabei de lembrar um fato engraçado, e, quem já passou por isto, sabe a riqueza
de uma doce lembrança...
Sabe, um daqueles dias que a geladeira está cansada de gelar o vazio das prateleiras?
Pois é, num desses dias, minha irmã chegou da faculdade, jantou e, se dirigiu ao quarto da minha mãe. Esta, já com a saúde delicada, mas o coração de mãe mais ainda, e, quase dormindo, falou...
- oi filha, chegou bem? Jantou?
Minha irmã, que já havia saboreado a sopa de arroz, o arroz, e o bolinho de arroz, resolveu brincar com nossa mãe...
- comi sim, mãe, mas estou com vontade de comer arroz doce.
Minha mãe, claro, quis agradá-la com o melhor que ela podia naquele dia.
- oh filha, se eu soubesse teria feito, mas amanhã sem falta faço o arroz doce...
Não se vive de memórias, mas elas nos recheiam docemente...
Escrito por luardemim2 às 22h58
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GENTE MUDOU O HORÁRIO!!!! DOIS DIAS ATRÁS...
Mudou tudo junto com ele, o meu despertar que agora está mais
claro e o meu entardecer que está mais escuro.
Só meu olhar que não muda, tento , invento, mexo com o tempo.
Quem sabe amanhã ele desperte também mais claro, e escureça
como se fosse o horário de um olhar de verão...
Escrito por luardemim2 às 22h24
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