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Tão sòmente Maria Helena Magalhães...
Não falo aqui, da profissional que dá assessoria à grandes empresas, nem da mãe das meninas de ouro, como você as diz. Mas aqui, falo da Maria Helena, que hoje a tarde, me declamou em plena propriedade este poema abaixo. E, eu, minha amiga, deixei-o correr em minhas veias e, saltar dos olhos. Por isso, o publico.
Peço perdão, minha amiga, se não coloquei o nome que você sugeriu, mas ele por si
só, é tão completo, que talvez o nome desviasse-nos a atenção.
Se você permitir, claro, aqui vai o “Poema sem nome”...
Escrito por luardemim2 às 22h35
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POEMA SEM NOME
(Maria Helena Magalhães)
Hoje eu tenho a pulsar dentro do peito
um coração inquieto e contrafeito
pelas feridas que colheu no amor
Vive tristonho, arisco, encabulado,
não confia em ninguém esse coitado
e, encolhido, curte sua dor...
Como animal, a lamber suas feridas,
ele repassa etapas já vividas,
no masoquismo de um sofrer maior;
até parece, nesse afã medonho,
que seu intuito é destruir a qualquer sonho
que, aí brotando, cause nova dor!
Pobre coitado! Vivido e inocente,
pois que não sabe que, de fato, a gente
por mais que sofra, não vai esmorecer...
e, a cada tombo, de novo se levanta
e a ânsia de amar é sempre tanta
Que - a viver sem amor - antes morrer!!!
Escrito por luardemim2 às 22h18
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